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Mostrando postagens de Julho, 2010

Perdão familiar

Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso. 1 Pedro 2.2-3Um pomar perto de casa vende pêssegos frescos. O fazendeiro oferece fatias das diferentes variedades para que os clientes as possam provar. As frutas derretem em minha boca. Depois de experimentar as frutas do fazendeiro, rejeito os pêssegos vendidos no mercado, que não se comparam em doçura, aroma ou sabor às frutas frescas do pomar. O sabor chama a atenção. Ele aumenta nossa percepção de que há mais para ser apreciado. O sabor da fruta de verão em minha boca me faz querer mais. O fazendeiro confia em seus pêssegos. Ele sabe que quem os provar vai querer mais. Com certeza semelhante, o Salmo 34.8 nos incita: "provai e vede que o Senhor é bom". Nós provamos a bondade de Deus quando vivemos como Ele nos pede - e nossa vida melhora. Por exemplo, minha esposa me aconse…

Lista de bênçãos

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Lamentações 3.21-23Suspirei ao abrir um pequeno caderno onde registro pedidos de oração. Muitas pessoas queridas enfrentavam problemas financeiros, familiares ou de saúde aparentemente insolúveis. O noticiário do dia trazia mais tragédias em todo o mundo - tantas coisas por que orar! As lágrimas começaram a encher meus olhos. Então passei à última página de meu caderno. Há vários anos, iniciei uma "lista de bênçãos"; as vezes em que experimentei a ajuda e a presença de Deus de um modo especial. Minha lista incluía a profissão de fé de alguém, cura, provisão financeira e cônjuges cristãos para meus filhos. Ao reler essa lista, lembrei que houve um tempo em que eu não tinha certeza de como nem se Deus responderia às minhas orações. Mas, à medida que as respostas vinham, percebi Seu amor e Sua sabed…

Os erros encontrados na Bíblia

Admiráveis são os teus testemunhos; por isso, a minha alma os observa. Salmo 119.129 O pastor que pregava ao ar livre apresentou seu tema: "Os erros encontrados na Bíblia". Alguém na multidão gritou: "Boa, pastor! Eu sempre soube que havia erros na Bíblia!" "Sim", disse o pastor, "tem o erro de Adão, o erro de Caim, o erro do jovem rico. A Bíblia registra tantos erros e tantas pessoas que os cometeram que você também encontrará seu próprio erro ali!" A Bíblia registra os erros das pessoas não apenas para nos advertir, mas para revelar como podemos ser perdoados e aprender com eles. A Bíblia revela a verdade que Deus não está cego aos nossos pecados. A cruz de Cristo dá testemunho do preço que Deus pagou para nos perdoar, antes e depois de nos tornarmos crentes. O viver pela palavra de Deus também tem poder: o poder de nos impedir de cometer erros que ofendam a Deus e magoem a nós mesmos e aos outros seres humanos. O Salmo 119 é dedicado a Deus e…

Remissão - Carlos Drummond de Andrade

RemissãoTua memória, pasto de poesia,
tua poesia, pasto dos vulgares,
vão se engastando numa coisa fria
a que tua chamas: vida, e seus pesares. Mas, pesares de quê ? perguntaria,
se esse travo de angústia nos cantares,
se o que dorme na base da elegia
vai correndo e secando pelos ares, e nada resta, mesmo, do que escreves
e te forçou ao exílio das palavras,
senão contentamento de escrever, enquanto o tempo, e suas formas breves
ou longas, que sutil interpretavas,
se evapora no fundo de teu ser ? In "Claro Enigma"

Resíduo

ResíduoDe tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que…

Reconhecimento do Amor - Carlos Drummond de Andrade

Reconhecimento do AmorAmiga, como são desnorteantes
Os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
Onde se reclina a inquietação do forte
(Ou que forte se pensa ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
A bruma da renúncia:
Não querias a vida plena,
Tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
Não pedias nada,
Não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda. Descansei em ti meu feixe de desencontros
E de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
Sadicamente massacrar-se
Sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
Desde a hora do nascimento,
Senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
Ou mais longe, desde aquele momento intemporal
Em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
No caos universal Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de e…

Receita de um Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade

Receita de um Ano NovoPara você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?) Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem���…

Quero - Carlos Drummond de Andrade

Quero Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me…

Quarto escuro - Carlos Drummond de Andrade

Quarto escuroPor que este nome, ao sol? Tudo escurece
de súbito na casa. Estou sem olhos.
Aqui decerto guardam-se guardados
sem forma, sem sentido. É quarto feito
pensadamente para me intrigar.
O que nele se põe assume outra matéria
e nunca mais regressa ao que era antes.
Eu mesmo, se transponho
o umbral enigmático,
fico outro ser, de mim desconhecido.
Sou coisa inanimada, bicho preso
em jaula de esquecer, que se afastou
de movimento e fome. Esta pesada
cobertura de sombra nega o tato,
o olfato, o ouvido. Exalo-me. Enoiteço.
O quarto escuro em mim habita. sou
o quarto escuro. Sem lucarna.
Sem óculo. Os antigos
condenam-me a esta forma de castigo.

Quarto em desordem - Carlos Drummond de Andrade

Quarto em desordemNa curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor que não sabe como é feita: amor
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objecto mais vago do que nuvem
e mais indefeso, corpo! Corpo, corpo, corpo verdade tão final, sede tão vária
a esse cavalo solto pela cama
a passear o peito de quem ama.

Quadrilha

Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Retorno - Carlos Drummond de Andrade

Retorno Meu ser em mim palpita como fora
do chumbo da atmosfera constritora.
Meu ser palpita em mim tal qual se fora
a mesma hora de abril, tornada agora. Que face antiga já se não descora
lendo a efígie do corvo na da aurora?
Que aura mansa e feliz dança e redoura
meu existir, de morte imorredoura? Sou eu nos meus vinte anos de lavoura
de sucos agressivos, que elabora
uma alquimia severa, a cada hora. Sou eu ardendo em mim, sou eu embora
não me conheça mais na minha flora
que, fauna, me devora quanto é pura. Itabira do Mato Dentro - MG - 1902

Aprenda o Uso dos Porquês

Com certeza, você já deve ter tido dúvidas em como empregar os quatro tipos de porquês: por que (separado e sem acento); porque (junto e sem acento), por quê (separado e com acento) e porquê (junto e com acento). Vamos ver como utilizá-los e sanar essas dúvidas? Então, siga a minha explicação:

Leia abaixo o pequeno texto que fiz para ilustrar o uso dos porquês em um contexto (situação).
Lúcia recebeu visita de sua irmã, que não a visitava há dois anos:- Por que você resolveu aparecer?- Eu voltei porque senti saudade...- E antes, não veio por quê?- Você precisa saber o porquê de tudo?- Sim, pois quando você for embora, que eu saiba por que um dia vai voltar. E não me pergunte por quê, mas eu não gostei dessa visita...
Agora vamos entender como usar:

O aceno esperado

Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder. Salmo 71-18Meu pai completou 90 anos. Desde que ficou viúvo, há quatro anos, mora com minha irmã em uma casa com varanda na frente. Lá ficamos horas sentados ao sol, conversando, enquanto carros e ônibus sobem e descem a rua. Ele está bastante surdo e enxerga pouco. Esquece-se de coisas passadas. Mas em uma coisa ele continua firme: em sua fé e confiança em Deus. Hoje, ao sair de lá, eu disse a ele: "Quando o ônibus passar, me dê tchau". E, quando passei, o vi acenando alto, tentando se erguer um pouco mais na cadeira. Eu sabia que ele não estava me vendo, mas via o ônibus e sabia que eu estava lá dentro. Meus olhos se encheram de lágrimas... Quantas vezes nós admiramos a natureza e nem lembramos que Deus está presente nela, embora não O vejamos? A fé nos faz acenar para Deus e Ele espera de nós essa manifestação. Oração: Senhor…

Uma nova canção

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras. Salmo 96.1 João, meu bebê, adora músicas conhecidas. Em geral, quando canto uma canção nova, ele não se interessa. Mas, depois de ouvir uma música várias vezes, ele sorri quando a ouve novamente. Também prefiro as músicas antigas às novas. Na igreja, sinto-me desconfortável quando canto músicas que não conheço muito bem. As canções conhecidas são mais seguras. As novas são estranhas e arriscadas; posso cometer algum equívoco. Mas as canções mais recentes me oferecem novas maneiras de louvar a Deus. Os salmos nos encorajam a cantar-Lhe "um cântico novo", a encontrar novas maneiras de "anunciar a sua glória", porque "grande é o Senhor e mui digno de ser louvado" (Salmo 96.1,3-4). Se confiarmos na condução de Deus, às vezes, teremos de deixar nossa zona de conforto para fazer coisas que não faríamos sem Ele. Nós glorificamos a Deus quando vivemos a verdade de que, em Cristo, somos "nov…

A graça de dar

Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça. 2 Coríntios 8.7Reli o cartão que continha um presente generoso: dinheiro suficiente para pagar quase inteiramente nossa visita a nossos familiares no Japão. A viúva que o deu disse que tanto o presente quanto o valor eram ideia de Deus e que ela estava sendo apenas obediente. Que bênção isso foi para nós e que lição para mim! Sua fé e generosidade desafiaram minha atitude em relação a dar, de modo geral, e ao dinheiro, em particular. Nossa família conta com apenas uma renda e o que eu sempre considerei ser "cuidadoso" agora via como mesquinhez e falta de fé. Paulo disse aos coríntios que Deus nos dará o bastante para que tenhamos generosidade em toda circunstância. Essa generosidade envolve não apenas nossa atitude em relação ao dinheiro, mas também ao nosso tempo, energia, talentos e hospitalidade. Nó…

Quando

Quando
    Quando olho para mim não me percebo.
    Tenho tanto a mania de sentir
    Que me extravio às vezes ao sair
    Das próprias sensações que eu recebo.     
   O ar que respiro, este licor que bebo,
    Pertencem ao meu modo de existir,
    E eu nunca sei como hei de concluir
    As sensações que a meu pesar concebo.
    Nem nunca, propriamente reparei,
    Se na verdade sinto o que sinto.  Eu
    Serei tal qual pareço em mim?  Serei
    Tal qual me julgo verdadeiramente?
    Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu, 
    Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.Álvaro de Campos * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Segunda canção de muito longe - Mário Quintana

Segunda canção de muito longe   Mário Quintana

Havia um corredor que fazia cotovelo:
Um mistério encanando com outro mistério, no escuro...

Mas vamos fechar os olhos
E pensar numa outra cousa...

Vamos ouvir o ruído cantado, o ruído arrastado das correntes no algibe,
Puxando a água fresca e profunda.
Havia no arco do algibe trepadeiras trêmulas.
Nós nos debruçávamos à borda, gritando os nomos uns dos outros,
E lá dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de leões.
Nós éramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.
Havia os azulejos reluzentes, o muro do quintal, que limitava o mundo,
Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas...

Havia todos os ruídos, todas as vozes daqueles tempos...
As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,
O chiar das chaleiras...
Onde andará agora o pince-nez da tia Tula
Que ela não achava nunca?
A pobre não chegou a terminar a Toutinegra do Moinho,
Que sa…

Aprendendo com Mapa Conceitual Geografia 6º Ano

Eu tive conhecimento sobre mapas conceituais no ano 2000. A facilidade com que com eles podemos memorizar o conhecimento das diversas disciplinas tem me auxiliado a ensinar meus alunos de aulas particulares. Também já utilizei muito em sala de aula para ensinar, principalmente, como o aluno poderia estudar em casa fazendo o mapa conceitual.
Ateoriaa respeito dosMapas Conceituaisfoi desenvolvida nadecáda de 70pelo pesquisador norte-americanoJoseph Novak. Ele define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar oconhecimento. (Wikipédia)
Explico sempre que o mapa nada mais é que um retrato, uma representação específica do conhecimento que fazemos através de ligações e, por isso, cada um faz de sua maneira, ou seja, a maneira mais facil para não se esquecer. Quando faço para meus alunos utilizo diferentes setas, desenhinhos, para que não seja algo enfadonho, ou que o cérebro se acostume à imagem.
Penso que se todos os alunos conseguissem desenvolver essa técnica de estudo…

O Mesmo

O Mesmo
O mesmo Teucro duce et auspice Teucro
  É sempre cras — amanhã — que nos faremos ao mar.       Sossega, coração inútil, sossega!    Sossega, porque nada há que esperar,    E por isso nada que desesperar também...    Sossega... Por cima do muro da quinta    Sobe longínquo o olival alheio.    Assim na infância vi outro que não era este:    Não sei se foram os mesmos olhos da mesma alma que o viram.    Adiamos tudo, até que a morte chegue.    Adiamos tudo e o entendimento de tudo,    Com um cansaço antecipado de tudo,    Com uma saudade prognóstica e vazia.

Adiamento por Álvaro de Campos

Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!

7-11-1933

Sem você

Sem Você (Para José Márcio)
Como começou eu não sei Foi inusitado Um bate-papo? Uma brincadeira no Twitter Um olhar no avatar E, de repente, éramos amigos Coisa do destino Sei que sou muito menos sua amiga Que você é meu amigo Amizade nem sempre é troca justa Não te dou tempo, é verdade São tantas as minhas imperfeições Meu egoísmo em te falar das minhas dores Dos meus amores Mas hoje, penso O que seria de mim todos esses dias sem você? Dias em que chorei no seu ombro virtual Dias em que me disse:" vida que segue, Anja" Eu tão triste e você a me dizer O que em mim agradou a você A menina de alto astral O que seria de mim sem você? Sem as músicas e letras Que se parecem comigo Sem o mundo e poesia Que você me mostra Dos desejos que eu seja Sempre mais feliz
E nem sempre concordamos E assim garantimos o nível De pessoas que se falam e se respeitam De pessoas que são amigos Incondicionalmente
Não, não quero pensar Nem por um momento, meu amigo, Em um dia sua amizade perder Eu só quero mesmo agradecer A Deus e a você …

O Florir

O Florir      O florir do encontro casual 
     Dos que hão sempre de ficar estranhos...      
     O único olhar sem interesse recebido no acaso 
     Da estrangeira rápida ... 
     O olhar de interesse da criança trazida pela mão 
     Da mãe distraída... 
     As palavras de episódio trocadas 
     Com o viajante episódico 
     Na episódica viagem ... 
     Grandes mágoas de todas as coisas serem bocados... 
     Caminho sem fim...

No Caminho com Maiakóvski

Sempre li o poema abaixo nos livros didáticos.




No caminho com Maiakóvski
"[...] Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada. [...]"
Falo do fragmento em negrito. E sempre pensei que o poema falava de amor. Hoje, pela primeira vez li o poema inteiro. E soube que a autoria do poema, a tantos atribuída, é de Eduardo Alves da Costa. Depois de uma lida superficial percebo que o poema fala da questão da subjugação social e política. Quantas vezes não nos calamos e deixamos opiniões diversas ou contrárias às nossas crenças, em casa, no trabalho , entre os  amigos, entrarem em nossas vidas?


Vamos ao poema inteiro:

NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Assim …